terça-feira, 22 de setembro de 2015

Divulgação do CAMP'APSA


O CAMP’APSA decorreu novamente e foi o segundo verão em que este projeto decorreu.

Segundo Patrícia de Sousa (Diretora Técnica), o projeto «centrou-se em duas grandes preocupações:

  • Dar resposta às famílias na necessidade em manter os seus filhos ocupados e numa rotina durante o mês de julho enquanto os pais ainda trabalham;
  • Proporcionar aos jovens um conjunto de atividades estruturadas, podendo estes desfrutar de temas e interesses tanto comuns como específicos, melhorando a sua interação social».

De acordo com o que foi dito pela Diretora Técnica, «as inscrições foram abertas a todos os jovens, sendo feita uma triagem por grupos etários e perfil dos jovens. Nessa triagem, como se pretendeu avaliar a capacidade de treinar autonomia comunitária, os jovens teriam de ter um determinado nível de funcionalidade. Além disso, houve tanto jovens da Casa Grande como jovens em idade escolar a participar neste projeto».

Além do mais, o projeto «foi aberto a todos os jovens, uma vez considerado fundamental a inclusão e integração social. Contudo, foi de salientar que a própria pessoa sem patologia ainda possuía alguns “receios” em aderir espontaneamente. Para ambos os grupos, esta partilha de experiências seria sempre um ganho para todos».

Neste projeto de inclusão social, os objetivos a alcançar foram os seguintes:

  • «Proporcionar aos jovens novos desafios, ganho de competências pessoais e sociais, valorizando os seus interesses e peculiaridades»;
  • «Mostrar às famílias de como é possível integrar os seus filhos numa nova rotina sem promover ansiedade».

Em termos de atividades promovidas, foi de salientar «a visita e a simulação ao cockpit de um avião, onde os jovens tiveram oportunidade de integrar a área de manutenção e engenharia da TAP. Também sempre do interesse dos jovens a ida ao museu da Carris, onde se explorou com muito entusiasmo e sabedoria a temporalidade dos transportes e sua especificidade. Houve igualmente workshops de experiências ao nível da Física e da Química e também se desenvolveram atividades com o arquivo de Lisboa, onde os jovens passaram por diversos departamentos de forma interativo na área do arquivo, restauro, videoteca, encadernação e digitalização. O meio ambiente e a natureza não foram esquecidos como áreas de inclusão, salientando também atividade de caráter funcional como por exemplo aprender a andar de transportes e até mesmo confecionar o seu prato favorito».

O feedback em geral foi «sempre muito positivo para os jovens e famílias. Houve até jovens que se inscreveram mais do que uma semana».

 

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