O CAMP’APSA decorreu
novamente e foi o segundo verão em que este projeto decorreu.
Segundo Patrícia de Sousa (Diretora Técnica), o projeto «centrou-se
em duas grandes preocupações:
- Dar resposta às famílias
na necessidade em manter os seus filhos ocupados e numa rotina durante o
mês de julho enquanto os pais ainda trabalham;
- Proporcionar aos jovens
um conjunto de atividades estruturadas, podendo estes desfrutar de temas e
interesses tanto comuns como específicos, melhorando a sua interação
social».
De acordo com o que foi dito pela Diretora Técnica, «as
inscrições foram abertas a todos os jovens, sendo feita uma triagem por grupos
etários e perfil dos jovens. Nessa triagem, como se pretendeu avaliar a
capacidade de treinar autonomia comunitária, os jovens teriam de ter um
determinado nível de funcionalidade. Além disso, houve tanto jovens da Casa
Grande como jovens em idade escolar a participar neste projeto».
Além do mais, o projeto «foi aberto a todos os jovens, uma
vez considerado fundamental a inclusão e integração social. Contudo, foi de
salientar que a própria pessoa sem patologia ainda possuía alguns “receios” em
aderir espontaneamente. Para ambos os grupos, esta partilha de experiências
seria sempre um ganho para todos».
Neste projeto de inclusão social, os objetivos a alcançar
foram os seguintes:
- «Proporcionar aos jovens
novos desafios, ganho de competências pessoais e sociais, valorizando os
seus interesses e peculiaridades»;
- «Mostrar às famílias de
como é possível integrar os seus filhos numa nova rotina sem promover
ansiedade».
Em termos de atividades promovidas, foi de salientar «a
visita e a simulação ao cockpit de um avião, onde os jovens tiveram
oportunidade de integrar a área de manutenção e engenharia da TAP. Também sempre
do interesse dos jovens a ida ao museu da Carris, onde se explorou com muito
entusiasmo e sabedoria a temporalidade dos transportes e sua especificidade.
Houve igualmente workshops de experiências ao nível da Física e da Química e
também se desenvolveram atividades com o arquivo de Lisboa, onde os jovens
passaram por diversos departamentos de forma interativo na área do arquivo,
restauro, videoteca, encadernação e digitalização. O meio ambiente e a natureza
não foram esquecidos como áreas de inclusão, salientando também atividade de
caráter funcional como por exemplo aprender a andar de transportes e até mesmo
confecionar o seu prato favorito».
O feedback em geral foi «sempre muito positivo para os
jovens e famílias. Houve até jovens que se inscreveram mais do que uma semana».
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